Os erros históricos da segunda metade do século XX. As considerações feitas aqui e aqui permitiram perspectivar a origem, as características e a extensão do drama político e humano em que se transformou este conflito. Entretanto, a guerra preventiva de Israel desencadeada em 1967 e a sua vitória esmagadora em apenas uma semana determinou a prática de um erro grave por parte dos políticos israelitas, na medida em ficaram sem saber bem o que fazer com os territórios conquistados. Se é verdade que a península do Sinai foi devolvida ao Egipto com o tratado de paz de 1979, não foi elaborado nenhum projecto político consistente para os árabes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, com definição do seu estatuto jurídico à luz do direito internacional. Permaneceu assim a indefinição resultante da mera situação de facto da ocupação militar, que facilitou o desenvolvimento da ideia da possível futura anexação desses territórios para a constituição do Grande Israel, de contornos bíblicos(ver mapa acima). Foi com base nesta ideia que se iniciou a construção de colonatos em terras árabes. Por seu turno, os palestinianos, agora sujeitos à soberania israelita, mas sem serem cidadãos israelitas, reincidiram no erro anterior de, em vez de desenvolverem campanhas pacíficas, com apoio internacional, para que lhes fosse aplicado o princípio da autodeterminação, prosseguiram as acções violentas através da guerrilha armada da OLP, chefiada por Yasser Arafat, que culminaram na 1.ª intifada em 1989.Abriu-se uma janela de esperança em direcção à paz com a celebração em 1993 dos acordos de Oslo, cujos principais protagonistas Yitzhak Rabin (Primeiro Ministro de Israel), Shimon Peres (Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita) e Yasser Arafat foram galardoados em 1994 com o Prémio Nobel da Paz (ver aqui). Se é verdade que para o falhanço dos acordos também pode ter contribuído a morte de Rabin, morto a tiro por um extremista judeu em 1995, a causa profunda do fracasso verificado está nos erros que continuaram a ser cometidos. Israel não escapou ao erro de, por causa dos colonatos, não aceitar devolver sem restrições toda a
Cisjordânia conquistada, incluindo Jerusalém oriental, não obstante as Resoluções da ONU nesse sentido. Por seu turno, os palestinianos reincidiram no erro da exigência irrealista do regresso dos refugiados e no erro de não conseguirem pôr termo a toda e qualquer actividade de guerrilha. Apesar de tudo, os Acordos de Oslo deram origem a realidades positivas: a criação da Autoridade Palestiniana, como entidade política reconhecida no plano internacional; a entrega de pequenas partes da Cisjordânia à administração directa da Autoridade Palestiniana; o estabelecimento de pontes de diálogo entre as duas partes, embora até aos dias de hoje as conversações, inúmeras vezes iniciadas e interrompidas, tenham constituído um completo e doloroso fracasso.
Cisjordânia conquistada, incluindo Jerusalém oriental, não obstante as Resoluções da ONU nesse sentido. Por seu turno, os palestinianos reincidiram no erro da exigência irrealista do regresso dos refugiados e no erro de não conseguirem pôr termo a toda e qualquer actividade de guerrilha. Apesar de tudo, os Acordos de Oslo deram origem a realidades positivas: a criação da Autoridade Palestiniana, como entidade política reconhecida no plano internacional; a entrega de pequenas partes da Cisjordânia à administração directa da Autoridade Palestiniana; o estabelecimento de pontes de diálogo entre as duas partes, embora até aos dias de hoje as conversações, inúmeras vezes iniciadas e interrompidas, tenham constituído um completo e doloroso fracasso.










eus, vive inquieto e amargurado porque, aparentemente, Deus não obedece ao seu desejo de desaparecer, de sair da vida dos homens. Pelo contrário, Deus teima em se manifestar continuamente, nas maravilhas do universo, nos padrões morais que moldaram civilizações milenárias e, sobretudo, porque 















