Há
uma tendência natural no homem para sentir angústia ou mesmo revolta pelo facto de ter dificuldade em compreender e em aceitar a existência do mal, nele próprio e nos outros homens. Ao longo dos séculos numerosas correntes filosóficas e religiosas buscaram uma explicação, mas esbarraram sempre com o fracasso pela maneira simplista como tentaram justificar o mal, quer por uma perspectiva dualista (Deus só pode criar o bem, pelo que o mal é o produto da acção de um ser superior maligno), quer através da ideia de pecado original, tradicionalmente adoptado pela Igreja (ver aqui).
uma tendência natural no homem para sentir angústia ou mesmo revolta pelo facto de ter dificuldade em compreender e em aceitar a existência do mal, nele próprio e nos outros homens. Ao longo dos séculos numerosas correntes filosóficas e religiosas buscaram uma explicação, mas esbarraram sempre com o fracasso pela maneira simplista como tentaram justificar o mal, quer por uma perspectiva dualista (Deus só pode criar o bem, pelo que o mal é o produto da acção de um ser superior maligno), quer através da ideia de pecado original, tradicionalmente adoptado pela Igreja (ver aqui).Deus é perfeito, porque é ilimitado e absoluto em todos os seus atributos. Como pode ter permitido o mal no âmbito da criação? A natureza criada é limitada, pelo que as ocorrências naturais, embora sujeitas a regras e leis, por vezes sofrem desvios ou anomalias, por força dos seus próprios mecanismos de funcionamento (por exemplo, uma mutação genética). Os homens são seres racionais dotados de liberdade e vontade, mas sofrem também de limitações naturais, susceptíveis de originarem desequilíbrios psicossomáticos que podem facilitar a ocorrência de erros os desvios, na inteligência e na vontade livre, ou seja, que os induzem a praticar o mal.
O mal é assim a ausência do bem, por força de u
m desvio, ocorrido na natureza material ou energética, ou no homem, quando a tensão interior existente em cada ser criado não é travada, pelo que origina o colapso do seu equilíbrio, que constitui o bem. Esses desvios não são imputáveis a Deus, pois são por definição inerentes a toda a criatura, que por ser limitada é ontologicamente imperfeita e, desse modo, susceptível de erro. Se a criatura fosse ilimitadamente perfeita, sem possibilidade de desvio ou anomalia, teria, afinal, os mesmos atributos de Deus, ou seja, Deus e o Universo confundir-se-iam, como afinal pretendem os adeptos das teorias panteístas.
m desvio, ocorrido na natureza material ou energética, ou no homem, quando a tensão interior existente em cada ser criado não é travada, pelo que origina o colapso do seu equilíbrio, que constitui o bem. Esses desvios não são imputáveis a Deus, pois são por definição inerentes a toda a criatura, que por ser limitada é ontologicamente imperfeita e, desse modo, susceptível de erro. Se a criatura fosse ilimitadamente perfeita, sem possibilidade de desvio ou anomalia, teria, afinal, os mesmos atributos de Deus, ou seja, Deus e o Universo confundir-se-iam, como afinal pretendem os adeptos das teorias panteístas.O problema do mal no homem ganhou, no entanto, contornos completamente diferentes com Jesus Cristo, já que, sendo simultaneamente Homem e o Verbo de Deus, estabeleceu uma ponte de ligação única entre os seres finitos e imperfeitos, que são os homens, e o Infinito e Perfeito, que é Deus. Essa ponte de ligação dá aos homens a possibilidade de terem outra capacidade de discernimento (ficam mais esclarecidos) e outra capacidade de preservarem a sua vontade livre (ficam mais eles próprios, mais conscientes de si) e assim resistirem à ocorrência de erros materiais os desvios morais.