O que foi referido antes a propósito das novas tecnologias para a oração não quer dizer que não tenha significado nem valor o uso de formulários para rezar. No entanto, tais textos representam sempre simples suportes, meros elementos coadjuvantes do acto de orar. De qualquer modo, rezar com a utilização de formulários não pode consistir numa simples leitura ou rápida recitação, mas implica uma verdadeira «apropriação» ou individualização do conteúdo, para que tudo se passa como se o texto tivesse sido escrito por quem o utiliza.Ora, uma tal metodologia exige, não uma leitura apressada, mas uma recitação pausada, meditada, assimilada interiormente, «saboreando» o sentido das palavras e o que está por detrás delas. No entanto, mesmo com o auxílio de fórmulas, a oração implica sempre um diálogo pessoal com Deus. Por isso, uma fórmula escrita por quem reza, se sentir necessidade desse apoio instrumental, torna a oração mais pessoal, mais intimista e mais autêntica.
É manifestamente diferente o que se passa na oração colectiva, como é próprio das celebrações litúrgicas, de que a missa é a mais importante manifestação. Sendo comunitária, a oração tem necessariamente de se ater aos textos estabelecidos para o efeito. Isso não significa que a sua recitação não deva ser pausada e bem articulada, o que sem sempre acontece, por força do habito e da rotina, para que cada participante possa integrar-se plenamente na oração da comunidade. Ao mesmo tempo, porém, não tem sentido fazer orações estritamente individuais numa celebração litúrgica, que é por natureza colectiva. Por isso, os participantes não devem alhear-se dos cânticos nem das orações recitadas pelo celebrante e pela assembleia, para se isolarem, algo egoisticamente, na recitação de simples orações pessoais.