Como se viu anteriormente,
a rede de equipamentos e de serviços de apoio à primeira e à segunda infância é insuficiente, em termos quantitativos, para satisfazer as necessidades das famílias, o que implica a existência de listas de espera e o recurso, nem sempre fácil ou possível, a soluções alternativas, que podem ser bastante onerosas para as famílias. No limite, tais dificuldades podem impedir os pais, normalmente as mães, de exercerem actividade profissional, mesmo que o queiram fazer e tenham essa oportunidade. No entanto, as limitações dos equipamentos são também significativas, nalguns casos graves, no plano qualitativo.
a rede de equipamentos e de serviços de apoio à primeira e à segunda infância é insuficiente, em termos quantitativos, para satisfazer as necessidades das famílias, o que implica a existência de listas de espera e o recurso, nem sempre fácil ou possível, a soluções alternativas, que podem ser bastante onerosas para as famílias. No limite, tais dificuldades podem impedir os pais, normalmente as mães, de exercerem actividade profissional, mesmo que o queiram fazer e tenham essa oportunidade. No entanto, as limitações dos equipamentos são também significativas, nalguns casos graves, no plano qualitativo.Muitos equipamentos sociais não dispõem de instalações adequadas, quer por serem provisórios (por vezes, a provisoriedade prolonga-se no tempo), quer por resultarem de adaptações nem sempre bem conseguidas ou mesmo de difícil concretização pelo facto de muitos dos prédios terem sido estruturalmente concebidos para habitação. Outros equipamentos sociais não apresentam períodos de funcionamento suficientemente alargados e flexíveis para melhor satisfazerem as necessidades das famílias, sobretudo daquelas cujos membros estão sujeitos a horários de trabalho específicos. Finalmente, são manifestamente insuficientes as compensações financeiras ou fiscais dadas às famílias que, por uma razão ou por outra, são obrigadas a escolher equipamentos de apoio social geridos por entidades com fins lucrativos.
A protecção das famílias não pode ser feita apenas de boas intenções, nem de simples palavras, ainda que aparentemente generosas, mas muitas vezes expressas em forma de retórica política oportunista, mas de acções práticas realizadas no terreno, com sentido da prioridade, mesmo de verdadeira emergência social, que apresenta a guarda de crianças. Muitos dos recursos financeiros desperdiçados em coisas menores ou até inúteis deveriam ser canalizados para estas iniciativas.
Os responsáveis políticos devem convencer-se de que estes apoios sociais têm também efeitos económicos benéficos directos, pois podem contribuir de modo efectivo para o aumento da produtividade, quer pela redução do absentismo do trabalho, muitas vezes provocado pela necessidade de os trabalhadores prestarem assistência às crianças, quer pela tranquilidade que proporcionam aos mesmos trabalhadores que, estando no seu trabalho, sabem que, na sua ausência, os seus filhos estão «bem entregues».